Na manhã do dia 30 de Setembro de 2025, a FOUSP recebeu a chapa “USP Novo Tempo”, candidata à Reitoria da Universidade de São Paulo, composta pelo Prof. Dr. Marcílio Alves e pela Profa. Dra. Silvia Casa Nova. Docentes, servidores, discentes e pesquisadores reuniram-se na Sala da Congregação para conhecer e discutir as metas, projetos e ações propostas no programa de gestão.
Iniciando pela apresentação dos candidatos, o Prof. Dr. Marcílio Alves engenheiro da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Professor Titular em Mecatrônica, baseia sua experiência em representações eletivas no Conselho Universitário (CO) e, notavelmente, em sua atuação como diretor da FUSP (Fundação de Apoio à USP) por três anos. Já a Profa. Dra. Silvia Casa Nova, administradora pública com Mestrado e Doutorado na USP, destacou sua experiência no CO como representante de mestres e na liderança de uma grande mudança regimental nos programas de pós-graduação da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP. Ela também é cofundadora do Núcleo Generas (Gênero, Raça e Sexualidade) e atualmente integra a Comissão de Inclusão e Pertencimento.
O propósito da chapa é construir uma universidade diversa e agregadora, que seja reconhecida como guardiã de valores democráticos, liderando como instituição pública e gratuita, além de buscar e almejar também a proteção do tempo da comunidade universitária. As propostas se organizam em torno de quatro verbos interdependentes: Criar (engloba as atividades de pesquisa e de inovação), Formar (focando na docência e no desenvolvimento de estudantes), Interagir (abrangendo a sociedade e a comunicação interna) e Cuidar (o eixo mais amplo, voltado para pessoas, saúde mental e infraestrutura).
Em seguida, os candidatos apresentaram algumas das propostas de seu plano, dentre as 160 que criaram para uma possível gestão. No eixo “Criar”, a chapa propõe a criação de editais de pesquisa de pequena monta, inspirados em experiências da FUSP, para apoiar o Projeto Acadêmico (Prado) dos docentes. Outra medida crucial é a definição de um regramento para o apoio financeiro à publicação e a busca por um status mais claro e direitos para os pós-doutores. Eles também pretendem homogeneizar os valores das bolsas (IC, mestrado, doutorado e pós-doc) de modo a igualá-las aos valores da FAPESP, complementando os repasses de agências como o CNPq.
Já o eixo “Formar”, envolve ações de acolhimento para ingressantes com necessidade de recomposição de aprendizado, utilizando monitores e pós-graduandos. O eixo também busca reconhecer as horas dedicadas à orientação de TCC e atividades de extensão e a promoção de disciplinas transdisciplinares para socialização e engajamento.
O verbo “Cuidar” reúne o maior número de propostas e aborda desde o investimento maciço em manutenção e restauro dos prédios e equipamentos mais antigos, até a reformulação da Superintendência de Espaço Físico (SEF), para torná-la mais eficiente, dividindo-a em unidades por campus.
Por fim, no campo “Interagir”, visam a comunicação interna e externa da USP, incluindo a sociedade e esferas jurídicas/legislativas. Também prevê a promoção de disciplinas transdisciplinares entre diferentes unidades e campi, além de representar o eixo que inclui as atividades de Cultura e de Extensão Universitária.
Ao final da apresentação, os candidatos reiteraram o compromisso de trabalhar nas demandas específicas da Odontologia, como o fortalecimento da interrelação com o Hospital Universitário (HU),o apoio ao processo de acreditação e as iniciativas de odontologia digital, a manutenção da infraestrutura e a ampliação do CRAI.
Para concluir o evento, os docentes Marcílio Alves e Silvia Casa Nova dispuseram-se a responder dúvidas, demandas e comentários da plateia, formando uma pequena discussão a respeito dos projetos futuros para os próximos 4 anos.
Texto e fotos: Marina Timbó Colmanette


