O mês de setembro é marcado por 3 importantes campanhas coloridas.

Setembro Amarelo: Precisa de ajuda em saúde mental?
O Setembro Amarelo é um movimento mundial de conscientização sobre a saúde mental.
Setembro Verde: Valorização das Pessoas com Deficiência
O Setembro Verde é um convite à reflexão sobre a visibilidade e os direitos das pessoas com deficiência. O mês foi escolhido estrategicamente por incluir o dia 21 (Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência) e pelo início da primavera, simbolizando o renascimento e a esperança de novos tempos. A cor verde representa a vitalidade de uma luta que busca não só acessibilidade física, mas, sobretudo, acessibilidade atitudinal: combater o capacitismo, promover a autonomia e valorizar a diversidade.
Principais tipos de dificiência:
– Física: alterações completas ou parciais de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da mobilidade, da coordenação motora ou da fala
– Visual: perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, de forma definitiva, que não pode ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes, tratamento clínico ou cirúrgico convencionais
– Auditiva: perda parcial ou total da audição, variando em graus (leve, moderada, severa ou profunda)
– Intelectual: envolve limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo (habilidades conceituais, sociais e práticas)
– Psicossocial ou mental: impedimentos de natureza mental ou psíquica de longo prazo que podem atrapalhar a participação plena e efetiva na sociedade
– Múltipla: associação de duas ou mais deficiências na mesma pessoa

Setembro Azul: Visibilidade da Comunidade Surda
O Setembro Azul foca na valorização e na luta pelos direitos da comunidade surda. A campanha busca relembrar as conquistas históricas, como a oficialização da Libras (Língua Brasileira de Sinais), e combater o “audismo” (preconceito contra surdos). O mês é repleto de marcos históricos para essa população, servindo para reforçar a necessidade de escolas bilíngues e acessibilidade plena em todos os espaços sociais. A cor azul remete a um símbolo de resistência e orgulho da identidade surda.

Principais barreiras e desafios a combater:
– Comunicacional: falta de intérpretes de Libras em hospitais, delegacias e serviços públicos
– Educacional: escassez de escolas preparadas para o ensino bilíngue de qualidade
– Profissional: preconceito na contratação e falta de adaptação no ambiente de trabalho
– Social: isolamento causado pela falta de empatia e conhecimento da sociedade sobre a cultura surda
Como ajudar: respeitar a cultura surda, aprender Libras para facilitar a comunicação, exigir acessibilidade (legendas e intérpretes) em eventos e conteúdos digitais e combater o preconceito.
Esta é uma iniciativa da Comissão de Inclusão e Pertencimento (CIP) da FOUSP para integrar as datas afirmativas ao nosso cotidiano. O objetivo é dar visibilidade a marcos históricos de luta e diversidade, promovendo um ambiente acadêmico mais acolhedor, consciente e respeitoso para todos.
Texto: Théo Gouvêa Filizzola

