Ocorreu, no dia 3 de dezembro de 2025, a 2ª Oficina Participativa para a elaboração do Plano Diretor, realizada no Anfiteatro Myaki Issáo. Denominada “O que queremos”, focou na redação de propostas para a melhoria da FOUSP e seu entorno, a partir dos problemas e potencialidades levantados na primeira oficina (“O que temos”).
O Plano Diretor de Unidade (PDU) da FOUSP faz parte de um processo maior, seguindo a aprovação do Plano Diretor do Campus Butantã em 2024. O PDU é um plano de diretrizes espaciais com validade de 10 anos (previsto para 2026 a 2036). É um requisito legal que o PDU seja elaborado de maneira participativa e que preveja mecanismos de acompanhamento transparente de sua implementação. Uma consultoria está auxiliando a Superintendência de Espaços Físicos da USP (SEF) nesse processo, que é considerado inédito na história da USP.
Os trabalhos são conduzidos por uma comissão que consolida as discussões, e as oficinas servem para trazer as demandas da comunidade, incluindo docentes, funcionários e estudantes.
A segunda oficina trabalhou em grupos, redigindo propostas concretas com base em eixos temáticos sistematizados a partir das 113 respostas do formulário online e das discussões anteriores. Os principais temas levantados foram:
- Convivência e Descanso
- Propostas: Criação de espaços dedicados com mobiliário adequado, Wi-Fi e um ambiente compatível com a socialização. Também foi sugerida a criação de um espaço de descanso breve para fazer diferença na jornada de trabalho. Houve a sugestão de ilhas de convivência, como as construídas pela prefeitura do campus.
- Banheiros e Adequação Normativa
- Propostas: A reconstrução dos banheiros dos corredores principais é vista como necessária, já que reformas não são mais suficientes para resolver problemas como esgoto e inadequação. As obras devem atender às normas atuais de acessibilidade, incluindo a localização externa das cabines PCD. Também foi levantada a discussão sobre a criação de banheiros neutros. Além disso, propôs-se a criação de DML (Depósito de Material de Limpeza) para liberar os atuais banheiros PCD que estão sendo usados para esse fim.
- Sinalização
- Propostas: Melhorar a sinalização vertical e horizontal, utilizando tótens. Identificar os blocos do edifício (por letras ou cores) e fornecer informações detalhadas na entrada (nomes de quem ocupa as salas). A sinalização deve ser acessível, incluindo recursos táteis e Braille, e estar disponível em diferentes idiomas.
- Infraestrutura e Readequação de Espaços:
- Tecnologia e Salas de Aula: Necessidade de adequação tecnológica (melhoria de Wi-Fi, mais tomadas) e mudanças no estilo das salas de aula (mobiliário flexível).
- Reforma e Setorização: A complexidade da edificação e a mistura de usos foram destacadas. Propôs-se a setorização do prédio para separar atividades de alto risco (laboratórios) de áreas de ensino (salas de aula), otimizando investimentos em segurança (como sprinklers ou portas reforçadas) em áreas críticas.
- Apoio ao Estudante e Docente: Criar espaços adequados para docentes darem aulas online (mais silenciosos) e para alunos de pós-graduação estudarem e acessarem computadores com softwares especializados.
- Acessibilidade e Segurança:
- Acessibilidade Arquitetônica: Melhorias são necessárias em rampas, pisos, elevadores (que precisam acomodar cadeiras de rodas mais largas e pessoas obesas) e portas de banheiros/clínicas.
- Segurança contra Incêndio: Adequações em casos de emergência (falta de portas de saída no torniquete), instalação de placas de rota de fuga. A formação e renovação da brigada de incêndio são obrigatórias.
- Sustentabilidade e Meio Ambiente:
- Resíduos: Redução do volume de lixo não biodegradável (como gesso e alginato), sugerindo o uso de novas tecnologias (scanner) para alunos avançados.
- Descartáveis: Redução do alto gasto com descartáveis não críticos (copos, toalhas), incentivando a cultura do uso de canecas e garrafas próprias, e a instalação de secadores de mão nos banheiros.
- Mobilidade: Incentivar a descarbonização, alinhada com o plano do campus. Propostas de instalação de paraciclos, vestiários (para quem vem de bicicleta) e pontos de recarga para veículos elétricos.
Foto: Graziela Fernandes de Castro Malagutti


