O mês de abril é marcado por uma importante campanha colorida, que busca conscientizar a sociedade sobre a inclusão, o respeito e a compreensão em relação às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O Abril Azul é uma campanha de conscientização dedicada a dar visibilidade ao TEA. Ela foi criada em referência ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), instituído pela ONU em 2007. No Brasil, destaca-se a Lei Berenice Piana (Lei 12.764/12), que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, garantindo que pessoas com TEA tenham os mesmos direitos legais de pessoas com deficiência. O objetivo da campanha é combater estigmas e informar que o autismo não é uma doença, mas uma condição neurológica que afeta a forma como a pessoa percebe o mundo e se socializa.
Características e sinais mais comuns (não substitui uma avaliação médica):
- Dificuldades na comunicação: atrasos na fala, uso repetitivo da linguagem, dificuldade em manter conversas ou em compreender ironias e metáforas
- Interação social: dificuldade em fazer contato visual, expressar emoções de forma convencional ou interagir com outras pessoas
- Comportamentos repetitivos: movimentos estereotipados (como balançar as mãos ou o corpo) e necessidade de rotina rígida
- Interesses restritos: foco intenso e profundo em temas, objetos ou atividades específicas
- Alterações sensoriais: muita ou pouca sensibilidade à estímulos sensoriais como sons altos, luzes fortes, texturas ou cheiros
Diagnóstico e Inclusão: a identificação precoce e o acompanhamento com equipe multidisciplinar são fundamentais para o desenvolvimento da autonomia e qualidade de vida do indivíduo. A campanha reforça que a inclusão escolar, social e no mercado de trabalho é um direito e um dever de toda a sociedade.
Esta é uma iniciativa da Comissão de Inclusão e Pertencimento (CIP) da FOUSP para integrar as datas afirmativas ao nosso cotidiano. O objetivo é dar visibilidade a marcos históricos de luta e diversidade, promovendo um ambiente acadêmico mais acolhedor, consciente e respeitoso para todos.
Texto: Théo Gouvêa Filizzola

