Publicado em Jornal da USP

Promovido pela Cátedra Paschoal Senise, da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, o seminário discutiu a articulação da inteligência artificial no âmbito das políticas institucionais acadêmicas

Promovido pela Cátedra Paschoal Senise, o seminário foi realizado no dia 15 de janeiro, na Sala do Conselho Universitário – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O papel da inteligência artificial nas estratégias de aprendizado e na organização da pesquisa foi o tema do primeiro seminário de 2026 promovido pela Cátedra Paschoal Senise, da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG).

“O termo inteligência artificial vem dentro de um contexto que começou com a internet, depois com as redes sociais, que são modificações com um poder disruptivo e que não pode ser ignorado. São tecnologias que vieram para ficar e que devem ser utilizadas de forma adequada para que possam ser benéficas para a nossa sociedade”, afirmou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior.

O diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Antonio Gomes, reforçou que “essa é uma temática muito importante e devemos avaliar o impacto da inteligência artificial nas nossas práticas, sejam elas investigativas ou formativas, e, principalmente, em relação ao nosso comportamento diante delas. Parabenizo a Cátedra e a USP, que têm liderado discussões muito importantes para todo o sistema nacional de pós-graduação e das universidades”.

A abertura do seminário também contou com a participação do titular da Cátedra Paschoal Senise, Luiz Roberto Liza Curi; da secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad; da vice-reitora Amaria Arminda do Nascimento Arruda; do pró-reitor de Graduação e reitor a ser empossado, Aluisio Segurado; e da diretora do Instituto de Estudos Avançados (IEA), Roseli de Deus Lopes.

[A partir da esquerda] Roseli de Deus Lopes, Aluisio Segurado, Ana Estela Haddad, Carlos Gilberto Carlotti Junior, Maria Arminda do Nascimento Arruda, Rodrigo Calado e Antonio Gomes – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Discussões

A primeira mesa discutiu a Inteligência artificial frente às estratégias de aprendizado e ao desenvolvimento curricular, com a participação de Aluisio Segurado; do pró-reitor adjunto de Graduação, Marcos Neira; do diretor do Centro de Inteligência Artificial, Fábio Cozman; do coordenador do Observatório de Inovação e Competitividade do IEA, Glauco Arbix; e do Professor Emérito do Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Virgílio Augusto Fernandes Almeida. A mediação foi da professora do Instituto de Matemática e Estatística, Renata Wassermann.

“Nosso objetivo, ao promover essas discussões, é avaliar de maneira crítica a incorporação da inteligência artificial nas atividades da Universidade como um todo e, mais especificamente, na pós-graduação, pensando em maneiras de utilizar essas ferramentas de uma forma mais estável nas atividades didáticas e de pesquisa”, explicou o pró-reitor de Pós-Graduação, Rodrigo Calado, que participou da segunda mesa do evento.

Também fizeram parte da mesa o diretor da Capes, Antonio Gomes; o pró-reitor adjunto de Pós-Graduação, Adenilso Simão; o pró-reitor adjunto de Inovação, Raul Gonzales Lima; e o fundador do Porto Digital e Professor Emérito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Silvio Romero Lemos Meira. O mediador da mesa foi o titular da Cátedra, Luiz Curi.

Cátedra Paschoal Senise

Criada em 2020, a cátedra tem como objetivo refletir sobre a pós-graduação da Universidade e propor inovações na área, com um titular externo a cada ano. Homenageando o professor Paschoal Ernesto Senise, considerado um dos principais responsáveis pela regulamentação da pós-graduação na USP, a cátedra promove debates e conferências com os corpos docente e discente da instituição.

Anteriormente, ocuparam a cadeira de titular o sociólogo Abilio Afonso Baeta Neves (2021), a agrônoma Concepta Margaret McManus Pimentel (2022) e o pesquisador Jorge Luis Nicolas Audy (2023).

Texto: Erika Yamamoto