publicado em Bauru

Publicado por Tiago Rodella em 20/03/2026

A edição de 2026 deste que é um dos principais rankings internacionais que avalia instituições acadêmicas e de pesquisa traz a área de Odontologia e a especialidade de Otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo na primeira e na sexta posição, respectivamente

Atuação de estudante de Odontologia em clínica da FOB-USP e de residentes de Otorrinolaringologia no centro cirúrgico da Unidade Centrinho do HC Bauru, sob supervisão docente. Fotos: Alexandre Montilha/FOB e Otorrinolaringologia/USP Bauru


Por Tiago Rodella/Comunicação USP Bauru

A área de Odontologia e a especialidade de Otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo (USP) estão, respectivamente, na primeira e na sexta posição da edição de 2026 do SCImago Institutions Rankings (SIR), um dos principais rankings internacionais que avalia instituições de ensino superior e de pesquisa, elaborado anualmente pela Consultoria SCImago, da Espanha.

ranking da SCImago classifica as instituições por um indicador que combina três conjuntos diferentes de métricas com base no desempenho em pesquisa, resultados de inovação e impacto social medido pela sua visibilidade na web.

As classificações da área de Odontologia e da especialidade de Otorrinolaringologia da USP levam em conta o conjunto da Universidade e também órgãos associados, contribuindo para esta posição de destaque mundial instituições como: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB); Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP); Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), da capital; Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho), que integra o complexo do Hospital das Clínicas de Bauru (HC Bauru); Hospital Universitário (HU), da capital; Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP); e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), da capital.

Entrada principal do Campus USP de Bauru. Foto: Kazuo Kato/Comunicação USP Bauru


“Ficamos muito felizes com esse reconhecimento da Odontologia. Entendemos que esse reconhecimento é fruto do trabalho de toda a nossa comunidade, nossos parceiros, especialmente nossos docentes, discentes, servidores técnicos e administrativos. Essa é uma conquista coletiva de um trabalho conjunto da nossa comunidade, que reflete o empenho de cada um, dia a dia, dentro da FOB”, destaca o professor Rodrigo Cardoso de Oliveira, diretor da FOB-USP.

De acordo com Luiz Fernando Manzoni Lourençone, chefe dos Serviços de Otorrinolaringologia e de Implante Coclear do HC Bauru e docente da Faculdade de Medicina de Bauru (FMBRU-USP), a classificação da SCImago é hoje um dos principais rankings internacionais de instituições científicas, com foco essencial em produção acadêmica e impacto científico.

“Diferente de rankings mais institucionais ou reputacionais, ele é fortemente baseado em dados objetivos da Scopus [a maior base de dados de resumos e citações de literatura científica revisada por pares]. Ele avalia três grandes dimensões: a pesquisa, isto é, o volume de publicações, impacto das citações e qualidade dos periódicos; a inovação, por meio da produção tecnológica, como patentes e transferência de conhecimento; e o impacto social, considerando a visibilidade digital, presença na web e influência social da instituição. Ou seja, é um ranking que mede essencialmente a ciência produzida, a relevância e o alcance global, com menor peso para aspectos assistenciais ou estruturais”, explica o professor.

“No caso da Otorrinolaringologia da USP Bauru, esse desempenho se explica por uma combinação muito forte de fatores. Primeiro, há uma produção científica consistente e de alto impacto, especialmente em áreas como deficiência auditiva, implante coclear e anomalias craniofaciais, que são nichos altamente relevantes internacionalmente. Segundo, o modelo do HRAC/Centrinho é único: ele integra assistência altamente especializada, ensino e pesquisa, o que gera um volume grande de dados clínicos qualificados e publicações com relevância real. Além disso, existe uma tradição de formação de recursos humanos, colaboração internacional e participação em redes científicas, o que aumenta o impacto e a visibilidade global. Não se trata apenas de volume – é produção com impacto clínico real e inserção internacional, que é exatamente o que o ranking SCImago valoriza”, ressalta Luiz Fernando.

A Odontologia da USP obteve a primeira posição nas últimas seis edições do SIR, desde 2021, quando a classificação por área foi incluída no ranking. Já a Otorrinolaringologia da USP esteve classificada entre as dez melhores nas últimas cinco edições, desde 2022, ano em que a especialidade foi inserida no ranking – sendo a melhor classificação em 2024 (quarta posição). “É importante destacar que, nessas cinco edições, a Otorrinolaringologia da USP esteve atrás somente de universidades, hospitais e centros médicos de ponta norte-americanos, como Harvard, Johns Hopkins, Stanford e Vanderbilt, e, em determinados anos, à frente de algumas dessas renomadas instituições”, enfatiza o professor.

Publicada no último dia 25 de fevereiro, a edição de 2026 do SIR avalia 10.827 instituições de todo o mundo, sendo 5.491 universidades, além de outros setores que também realizam pesquisa, como hospitais e serviços de saúde, órgãos governamentais, empresas e organizações sem fins lucrativos. A classificação abrange ainda 19 áreas do conhecimento e 58 especialidades.

ranking completo – com classificação geral e classificação por áreas do conhecimento e especialidades, por tipos de indicador e de instituição, por regiões e países e por ano – pode ser consultado no site scimagoir.com/rankings.php.