O Sistema USP de Acolhimento visa criar um sistema de escuta e acolhimento que possa apoiar toda a comunidade USP. Seu objetivo é proteger a pessoa denunciante em situações de assédio, violência, discriminações e outras violações de direitos humanos. Assim, busca-se garantir um espaço acadêmico seguro e inclusivo para todas as pessoas.
Para isso, o serviço foi organizado em dois momentos separados, sendo o primeiro de escuta e acolhimento da pessoa denunciante, e posteriormente, a instauração de procedimentos administrativos que deem resolução à denúncia com agilidade.
Os responsáveis pelo acolhimento inicial podem ser docentes, estudantes, servidores técnico-administrativos, assistentes sociais, psicólogos do Programa ECOS, Comissões de Ética ou de Inclusão e Pertencimento, coordenações de curso, direção de unidades, ouvidoria… Logo, qualquer pessoa com número USP ativo e conhecedora das possibilidades de encaminhamento – no âmbito da saúde física ou mental, segurança pessoal e jurídica, atividades acadêmicas, etc – pode participar do SUA nessa primeira fase.
Vale ressaltar que a escuta deve ser qualificada, respeitosa e sem julgamentos, dando crédito apenas ao que é dito, sem duvidar ou apurar fatos e autoria. Além disso, o ouvinte deve respeitar o limite e o ritmo de quem está narrando e manter sigilo absoluto, sem fazer interrupções e anotações durante o relato. O acolhimento deve ser realizado em um local que garanta a privacidade e segurança da pessoa que sofreu a violência.
Em relação ao atendimento, o responsável pelo serviço deve-se mostrar disposto a ajudar, questionando à pessoa quais são suas necessidades. Também é importante que ainda nesse contato, ele sugira possibilidades de encaminhamentos ligados à assistência à saúde física e mental, além de adaptações nas atividades acadêmicas, medidas de segurança pessoal, reparação de danos materiais e direcionamento para hospitais ou delegacias. Na maioria dos casos, uma conversa é suficiente para estabelecer um plano de ação, porém caso a pessoa ainda não saiba como agir, deixe aberta a possibilidade de um novo encontro.
O registro do atendimento é fundamental, apesar de não ser obrigatório, para auxiliar a Universidade a mapear e agir sobre o problema. As informações serão mantidas em sigilo e devem ser preenchidas em um formulário específico. Os eventuais e necessários procedimentos administrativos devem ser céleres, com respeito e cuidado com as pessoas denunciantes.
Esse novo serviço, promovido pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP), tem sido implementado no primeiro semestre de 2025. Além da preparação de materiais de difusão para a comunidade USP em geral, essa primeira etapa tem contado com a parceria das Comissões de Inclusão e Pertencimento (CIPs) de cada unidade.
Dessa forma, o Anfiteatro Myaki Issáo da FOUSP sediou na última sexta-feira (28), uma reunião de apresentação do Sistema USP de Acolhimento. Com participação da Pró-Reitora Adjunta, Profa. Dra. Miriam Debieux Rosa, do Diretor da Faculdade de Odontologia, Prof. Dr. Giulio Gavini, e do Presidente da Comissão de Inclusão e Pertencimento da Unidade, Prof. Dr. Rodolfo Francisco Haltenhoff Melani, o evento contou com palestra dos assessores docentes, Profa. Dra. Ester Rizzi e Prof. Dr. Felipe Tarabola. Foram convidados a participar dessa reunião as seguintes unidades: ICB, IB, FMVZ e FCF.
Ademais, essa parceria entre a PRIP e as CIPs promoveu a criação de uma Central SUA, um canal de orientação, esclarecimento de dúvidas sobre encaminhamentos e procedimentos possíveis, disponível pelos meios a seguir:
Telefone: (11) 3091-5001
Email: sua.prip @usp.br
Formulário eletrônico: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdBMkbF_izeFA0rBrQJrNdkP7vThdYWYIKfmQKraBFSCNS2sg/viewform
Clique aqui para mais informações sobre o Sistema USP de Acolhimento